Relatório de ameaças da AVG mostra entrada precoce no mundo do cibercrime


A familiaridade cada vez maior de crianças com a tecnologia trouxe uma consequência inusitada. Gamers estão sendo alvos de ciberataques por meio de malwares desenvolvidos por jovens na faixa de 11 anos.

A constatação foi feita no relatório trimestral de ameaças da AVG Technologies. Como aponta o relatório, esse tipo de ataque é particularmente perigoso, porque as contas online podem conter dados bancários do usuário, bem como dados pessoais e informações de redes sociais

"Temos notado a familiaridade cada vez maior das crianças com a tecnologia e, como consequência, também aprenderam a fazer mal uso da internet. Por isso sempre reforçamos o importante papel dos pais para conscientizar os filhos quanto ao uso responsável da internet”, declara Mariano Sumrell, diretor da AVG Brasil.
O relatório ainda aponta para a tendência de ampliação a ataques a dispositivos móveis, principalmente na plataforma Android. Os cibercriminosos investem em ameaças relacionadas ao mobile banking, mensagens de texto com links maliciosos e versões falsas de jogos populares, que tragam código malicioso. Foram identificadas 3,9 milhões de ameaças, entre as quais o com.utooo.android.compass foi aplicativo malicioso mais 'popular'.

Segundo a AVG, a preferência pelo Android se dá pelo domínio do mercado. "Por ter mais de 70% do market share, o Android é um alvo potencialmente rentável para os mal intencionados", explica Sumrell.

Fonte: Olhar Digital

Pesquisa da Kaspersky expõe facilidade no acesso a conteúdo inadequado

Crianças que acessam o YouTube podem estar a uma média de três cliques de conteúdo impróprio, segundo estudo realizado pela Kaspersky. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, 5, como parte do Dia da Internet Segura.

No caso, usuários que viam o programa infantil "Vila Sésamo" precisavam de apenas dois cliques para chegar à gravação de um parto. A lista de vídeos relacionados foi o caminho que ligou os dois arquivos.

Em outro exemplo, um clipe musical contendo palavrões e imagens de armas estava a poucos cliques dos vídes indicados pelo YouTube para o desenho animado "Rastamouse".

"É preocupante ver quão simples é para crianças acessar vídeos adultos no Youtube", disse David Emm, pesquisador de segurança do Kasperky Lab, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Segundo o Google, detentor do YouTube, o serviço tem um modo de segurança que pode evitar a exibição de conteúdo impróprio, como vídeos pornográficos. Entretanto, a empresa admite que o sistema não tem índice de 100% de acertos.

Fonte: Olhar Digital

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