'Ele morreu igual a Cristo', diz tia de tenente que morreu na Kiss
Para a tia de Leonardo Machado de Lacerda, 28, 1º tenente da Cavalaria do Exército, a morte do sobrinho deixa um exemplo. "Ele morreu igual a Cristo ao se entregar para aquelas vítimas", disse Maria Ofélia de Figueiredo Beck, 65.
Lacerda comemorava sua mudança para Santa Maria. Sobreviventes disseram que o jovem salvou um capitão e retornou para buscar duas amigas, mas não resistiu. Ele cremado no final da tarde de ontem, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, no Rio.
O fogo teria começado na espuma de isolamento acústico da boate, após um integrante da banda Gurizada Fandangueira manipular um sinalizador. Faíscas atingiram o teto e iniciou as chamas. O guitarrista da banda afirmou que o extintor de incêndio não funcionou.
Quatro pessoas foram presas --dois donos da casa noturna e dois integrantes da banda. O delegado Sandro Meiner afirmou que "as prisões são para possibilitar as investigações dos fatos em todas as suas nuances."
A direção da boate Kiss divulgou nota afirmando que a casa estava dentro da normalidade e creditou o incêndio a uma "fatalidade".



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